sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Poema

Álvares de Azevedo
O lenço dela 



Quando a primeira vez, da minha terra
Deixei as noites de amoroso encanto,
A minha doce amante suspirando
Volveu-me os olhos úmidos de pranto.
 

Um romance cantou de despedida,
Mas a saudade amortecia o canto!
Lágrimas enxugou nos olhos belos...
E deu-me o lenço que molhava o pranto.
 

Quantos anos contudo já passaram!
Não olvido porém amor tão santo!
Guardo ainda num cofre perfumado
O lenço dela que molhava o pranto...
 

Nunca mais a encontrei na minha vida,
Eu contudo, meu Deus, amava-a tanto!
Oh! quando eu morra estendam no meu rosto
O lenço que eu banhei também de pranto!








FONTE:
http://www.revista.agulha.nom.br/avz6.html#olenco

4 comentários:

  1. TEMA :É baseado na saudade que a mulher amada deixou.

    TESE :Fala do amor que ele sente por aquela mulher,ela deixa uma lembrança para ele,o lenço que ela enxugou teu pranto e ele até na morte deseja que o seu rosto seja coberto por aquela lembrança.Ele nunca se esqueceu dela mesmo com o passar do tempo.

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  2. Álvares de Azevedo foi o primeiro brasileiro a expressar suas dores de corno utilizando a literatura. E nem pode ser corno direito pois nem se arriscou a chegar perto dela.

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  3. hahaha ' Aiai, Leo... Muitos poemas são assim mesmo. Esse é bem melancólico, trata da saudade do homem pela sua amada e de seu amor incondicional para com ela. Muito bom!

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  4. Amo todos os poemas de Álvares de Azevedo, por mais melancólicos que sejam. O eu-lírico nunca se realiza amorosamente, mas deixa claro que seu amor pela amada é puro e verdadeiro.

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